Fotografia

sobre fotografia e mais

11/04/2016

IMG_3667Eu acho que sempre gostei de fotos. Lembro que gostava de ver as fotos antigas da família guardadas naquelas caixas de papelão. Sempre rolava uma descoberta interessante, que gerava sorrisos, gargalhadas (medo também….kkkk).

Lembro que adorava quando minha mãe e meu pai colocavam os filmes da câmera para revelar e ficávamos sempre na expectativa de como seriam as fotos, se tinha prestado, se tinha saído algum dedo na frente (porque meu pai quase sempre colocava o dedo na frente da lente, kkkkk). Tinha vezes até que a gente ia pegar o filme revelado na maior empolgação e o atendente dizia que não tinha foto nenhuma, que o filme tinha queimado ou nem tinha encaixado direito na máquina!! hahahah!! Dávamos altas risadas disso!

Fato é que a fotografia sempre gerou bons sentimentos dentro de mim.

Quando a era digital começou, quase todo mundo que eu conhecia tinha uma máquina digital (aquela sony cybershot, com a lente carl Zeiss) e eu me realizava vendo as fotos dos outros! Sempre gostei de ver as fotos dos outros. Até que finalmente a minha irmã ganhou de aniversário uma câmera digital. Acho que era uma samsung. E eu e ela nos divertíamos tanto fazendo fotos pra postar no finado fotolog, no flickr, no orkut! hahaha!! Um dia eu peguei a câmera dela emprestada pra fazer uma visita de estudo de caso num terreno atrás da reitoria da UFPE, pra fazer um trabalho da faculdade e fui assaltada. O cara levou a câmera dela. Na hora, na minha cabeça eu só via o rosto dela reclamando comigo! kkkkk

Tempos depois, eu tive a oportunidade de comprar minha primeira câmera digital. Foi uma cybershot da sony, que hoje é de mama querida. E eu comecei a explorar o mundo com ela. Na época tinha tido até um pequeno curso de fotografia na faculdade, voltada para arquitetura e eu não pude fazer porque o orçamento não permitiu. E foi a partir daí que eu resolvi aprender mais sobre esse mundo que tanto me encantava.

Via vídeos (poucos que tinham na época), pesquisava bastante na internet. E aí resolvi que precisava aprender a controlar a máquina do jeito que eu queria, precisava de uma que me permitisse usar o modo manual e aprender a controlar a luz. Em 2010 comprei uma semi-profissional da Fuji (e eu era apaixonada porque ela tinha um zoom incrível hahahahah). Aí continuei a explorar e a treinar, pra aprender a configurar o manual para as diversas situações de luz. Eu era a louca da foto: foto de pé (ainda adoro fotografar meus pés), de flor, de mato, de céu, de cachorro, de grade….

Em 2012 eu comprei a minha primeira DSLR, uma Nikon, minha querida que está comigo até hoje. Comprei na minha viagem de Lua-de-mel e com ela eu pude explorar  ainda mais profundidade de campo, equilíbrio de brancos, exposição….

Com ela eu me joguei mais na fotografia e fui descobrindo um ambiente que me fazia tão bem. Comecei a fotografar pessoas e via que elas davam sentido às minhas imagens. Em 2013 eu comecei a pegar trabalhos de fotografia, não muitos, foi mais por incentivo de uma querida da família que me disse que meu olhar tinha sentimento (obrigada Lucia!). E pra ser sincera: esse caminho não teve volta. A fotografia despertou em mim um sentimento de realização que a arquitetura (profissão que eu escolhi para me formar e seguir) não reverberava em mim, apesar de eu gostar também dessa área. E vivi internamente tanto tempo num dilema de achar que eu não poderia ser plural, que eu não poderia fazer mais de uma coisa como trabalho. E sofria internamente por achar que ser autodidata na fotografia fazia de mim menor em relação a todas aquelas outras pessoas que faziam cursos ou uma faculdade de fotografia.

Até que, em 2014 eu conheci um lugar chamado Instituto Candela e me inscrevi no curso de Introdução ao Retrato. Eu já trabalhava fotografando pessoas, mas queria me aprofundar mais no assunto, queria descobrir mais, aprender mais. E esse lugar mágico me fez fazer uma imersão interior e descobrir tantas coisas boas. Foi inclusive lá, nesse curso, que eu descobri o autorretrato como algo muito além da selfie. Eu aprendi a olhar de novo pra mim, a procurar me conhecer, a me ver em terceira pessoa e abrir os olhos para cantos meus que eu fechava os olhos há tanto tempo.

O Candela é desses lugares que te cabem dentro. Independente do seu tamanho. Ele te abraça e faz você não querer ir embora. Ele instiga você a buscar sempre mais, a estudar mais, a ser melhor como pessoa. Vai muito além de um curso de fotografia. Vai muito além de técnica. É mais significado.

E agora, depois de 2 anos, estou retornando para fazer mais um curso lá. Na verdade estou fazendo uma nova imersão, um mergulho. E uma das coisas boas  desse universo são as pessoas. É a troca de experiências, as conversas, as variadas formas de expressão. É estar em contato com outros mundos além do seu… e isso pra mim é tão massa, justamente por eu trabalhar em casa e não ter diariamente tanto contato com pessoas fora do círculo comum, além de me incentivar a expressar sentimentos, algo que sempre foi e ainda é tão difícil.

A minha jornada ainda está só começando, mas eu só quero dizer obrigada ao Candela por me ensinar a libertar minha expressão, independente de como ela seja. Apenas, ser.

Valeu Ivan, Samara e Nina! <3

Dia-a-dia

Novo

05/04/2016

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Já fazia um tempo que eu queria simplificar bem muito o layout do blog. Talvez tenha sido pela minha agonia com o layout anterior que eu estava sempre postergando as postagens. Na verdade eu tô num momento querendo simplificar tudo na minha vida.

Eu até tenho uma lista imensa de ideias de posts, mas me faltava motivação e ânimo pra sentar e organizar os posts. E tempo também! Mas tempo é um questão que vai sempre existir. Quando a gente quer, a gente arruma um horário e faz.

Aproveitando que essa semana eu tô num ritmo mais lento, me recuperando (muito bem, amém!) da cirurgia de vesícula, resolvi hoje dá uma geral aqui, fazer uma faxina e melhorar o visual do pobrezinho!

Fazia um tempão que eu queria me livrar da barra lateral e deixar apenas o conteúdo em destaque. Outra coisa que eu queria mas tinha um certo receio e agora não tenho mais, é fazer disso aqui mais um diário mesmo. Por isso, a ausência de sidebar e a possibilidade de fotos maiores para cada post vão colaborar com esse novo tipo de formato do blog. Eu sou uma pessoa visual. Eu gosto de imagens, e aqui elas não tinham uma voz de destaque!

Além disso, eu estou tentando organizar uns assuntos fixos semanais (coisa que toda a blogsphera já faz há séculos e eu com minha preguiça não faço) para ter sempre conteúdo atualizado por aqui.

E o grande projeto é fazer o canal do youtube, mas numa versão mais…. como posso dizer… mais diferente dos vlogs e afins! Até porque eu ainda preciso me acostumar com a ideia da minha imagem em movimento. Eu acho esquisita, tenho vergonha…. A ideia é fazer um canal para postar vídeos de viagens, tutoriais de fotografia, manualidades e decoração.

Aí, eu queria ouvir a opinião de vocês aí do outro lado da tela! Vocês gostaram desse novo formato? Que assuntos vocês gostariam de ver no canal do blog?! Eu gostaria muito, muito de ouvir o que vocês têm a dizer a respeito!

Ah, nessa faxina de layout, resolvi organizar as categorias do blog, e agora vocês podem clicar lá no menu em “Categorias” que vai abrir uma página com os quadradinhos e ficar mais fácil de procurar por assunto!

Beleza?! Fico esperando os comentários de vocês aqui!

Boa semana pra vocês!!

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Música, Cinema e TV

Fresh Monday – playlist

04/04/2016

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Eu gosto de começar a semana bem leve, porque geralmente eu já sou bem agoniada e ansiosa.

A música me ajuda a manter um ritmo saudável e organizar as ideias.

Então, hoje criei uma playlist com as músicas de 4 bandas que eu escuto sempre que quero manter o clima e o ritmo mais ameno. Hoje especialmente que estou ainda na recuperação da cirurgia que fiz para tirar a vesícula e uma “colônia de pedras”, quinta passada. Tá tudo tranquilo, a dor já diminuiu bastante. O mais difícil é manter o espírito inquieto equilibrado com o corpo que precisa ser lento, por enquanto.

Uma playlist para acalmar e inspirar…

  • Kings of Convenience
  • The Paper Kites
  • The Staves
  • First Aid Kit
  • Bon Iver

Boa semana pra vocês!!

Fotografia

recentemente

15/03/2016

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Esses últimos dias têm dado uma canseira mental de todo esse caos em que se encontra esse país.

Eu já não gostava de política, agora menos ainda, porque pelo que eu consigo enxergar, a situação tá longe de melhorar. Tá difícil. Não tá tranquilo e nem favorável…. (a propósito, odeio essa música). Mas eu não vim falar de política aqui. Tá bem longe disso, inclusive.

Resolvi criar métodos de ocupar a mente, de me inspirar…. retomei os autorretratos e estas são algumas imagens do meu estado de espírito das últimas semanas.

Em busca de paz mental em meio ao caos. Em busca da simplicidade.

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Essas imagens eu fiz no dia internacional da mulher, para lembrar a mim mesma que apenas eu tenho direito sobre mim, sobre meu corpo, sobre minhas escolhas. Assim como também, as consequências serão minhas. Que não importa o que o outro acha se eu apareço sem roupa numa foto. Afinal de contas, qual o problema do nu? Qual o problema do corpo? São coisas e julgamentos que colocam em nossas cabeças e nos fazem achar algo errado, quando não existe nada demais. O problema está justamente no que passa na sua cabeça e o que você associa ao nu, não é mesmo?!

As imagens fazem parte do meu projeto @suiamoris (já segue lá no instagram?). Um movimento de valorização da beleza de mulheres reais. Cada uma de nós tem algo de especial. E o ensaio não é apenas um ensaio sensual, porque a sensualidade existe sem necessariamente ter de se despir. O objetivo final é fazer você se enxergar de outra forma, com a mente aberta e descobrir que a beleza de verdade não tem nada a ver com padrões. A verdadeira beleza tem a ver com amor próprio, algo inclusive que é muito difícil de se conseguir de forma firme e duradoura. Tem haver com atitude. Estamos sempre mudando, oscilando emoções e, consequentemente, a nossa imagem e nossas impressões seguem esse movimento. Temos que aprender a aceitar e conviver com o que vemos no espelho, sem comparações, sem cobranças, sem querer alcançar padrões surreais.

Não é fácil. Não é impossível!

Uma boa semana para vocês.