Inspiração

de tempo

21/08/2017

Tá aí um palavra que tem aparecido muito por aqui, entre um post e outro, como justificativa para os meus grandes intervalos em aparecer por aqui. Eu vivo reclamando do tempo: que eu não tenho tempo suficiente para fazer minhas coisas, que trabalho os 3 expedientes, tempo, tempo, tempo…. quando na verdade eu não sei administrar. Estou tentando, me jogando entre 2 atividades profissionais e aprendendo a arrumar espaço para ambas. Existe tempo sim, eu que ainda não entendi como fazer funcionar…

Um tempo que pega a gente de surpresa, que a gente acha que tem muito  junto das pessoas que a gente ama… que vai deixando pra amanhã o “eu te amo” que poderia dizer hoje ou aquela visita, mesmo que rápida para dar um abraço e sentir o calor e a presença,… e quando vê, o depois passou tão rápido, perdemos a chance de falar, de fazer e não temos mais a pessoa presente conosco. Fica o engasgo, o nó na garganta, o aperto no peito… a saudade. Em pensamento a gente se desculpa, diz que ama, visita em sonho.. e promete pra si mesmo que vai ser diferente, que não vai errar mais assim.

O tempo passa… 7, 30 dias… a gente vai se perdoando, continuando, amando e lembrando de não esquecer de que prometeu  ser diferente. O peito vai desinchando, vai se acalmando, a vida vai voltando ao lugar, vai vivendo e a gente abre os álbuns da vida pra lembrar de todos os momentos vividos e que foi presente sim e isso  ajuda a desculpar a si mesmo. Na terapia, ouvi que a gente tem que ser mais presente em vida, não apenas no fim.

O tempo passa, a vida caminha, voltam as autocríticas eternas, mas também surge a vontade de querer autoaceitar-se, de mudar, de se cobrar menos e de receber com menos peso e negação os elogios de quem está satisfeito com o seu trabalho. Ainda resta aquele sentimento de querer agradar quem a gente admira  e que parece que nem nota a gente… e pra quê esse autodesgaste mesmo?! Pra quê essa vontade que ainda persiste em querer se enturmar, quando a gente sabe que não encaixa?!

E eu vou esperando o tempo do futuro, onde tudo isso estará em equilíbrio, ou, pelo menos, menos desequilibrado, e o tempo do hoje seja mais meu amigo, e o amanhã não me perturbe mais.

…..

E aproveitando o post, li 2 textos hoje, nessa segunda-feira de eclipse solar que parece ter extendido esse tempo que parece tão curto pra mim e me permitiu fazer tanto hoje. Dois textos que são quase um espelho de mim. Que me fizeram um bem danado.

Esse da linda Kari. E esse, da Ana Luíza, que conheci o blog hoje através da Kari e achei incrível.

Fotografia, Viagem

São Paulo – dia 03

06/07/2017

Terceiro dia em São Paulo e enquanto Xuxu estava em treinamento eu segui para o centro da cidade para me encontrar com as lindas Karine Britto e Naira Mattia! Duas fotógrafas que eu sou fã, conheci o trabalho pelo instagram e me apaixonei!! Quando soube que ia pra SP, mandei mensagem pra Kari pra marcarmos uma saída fotográfica. Ela topou e ainda me deu várias dicas turísticas pra eu visitar. Aí fiquei naquela dúvida se mandava ou não mensagem pra Naira encontrar a gente também. Fiquei com vergonha dela nem me responder, kkkk, mas mandei a mensagem mesmo assim e na hora ela respondeu mandando o número do telefone e falando pra mandar mensagem quando tivesse por lá!

Encontrei a Kari na plataforma da estação São Bento e me surpreendi como ela é altona pessoalmente!! kkk!! De lá fomos até o café Girondino, que fica bem em frente ao largo de São Bento, e nos encontramos com a Naira.

Nossa ideia inicial era ver São Paulo de cima, no Edifício Martinelli, mas, por algum motivo especial não informado, a visitação estava suspensa. Tentamos também ir num outro edifício (que esqueci o nome agora) mas estava em reforma e a visitação suspensa também. Aproveitamos que estávamos por alí e fomos no Centro Cultural do Banco do Brasil, que estava tendo uma exposição de Cícero Dias. De lá tentamos visitar também o Solar da Marquesa, mas também estava fechado.

Fomos então para a Praça da Artes. Achei o local super bacana, com luz e texturas bem massa. O concreto em contraste com vidro e o azul do céu tava formando uma paleta lindona!

Depois seguimos para a Pinacoteca, almoçamos no restaurante de lá mesmo e passeamos pelo interior. Sonho realizado de conhecer aquele lugar. A arquitetura por si só já vale a visita. Fizemos muitas fotos, conversamos, trocamos experiências. Foi uma tarde super, super agradável! A Kari e a Naira são dois amores paulistanos que quero guardar pra vida e sempre que for de novo a Sampa, quero encontrar! <3

Da Pinacoteca, eu e a Kari fomos até o Memorial da Resistência que faz parte do ingresso da Pinacoteca e fica bem pertinho.

O Memorial da Resistência de São Paulo, uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo por meio de sua Secretaria da Cultura, é uma instituição dedicada à preservação de referências das memórias da resistência e da repressão políticas do Brasil republicano (1889 à atualidade) por meio da musealização de parte do edifício que foi sede, durante o período de 1940 a 1983, do Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo – Deops/SP, uma das polícias políticas mais truculentas do país, principalmente durante o regime militar.

Vimos a parte do térreo com a área onde os presos ficavam. O clima do local é bem pesado, mas vale a visita pela importância da memória por todos que sofreram violência e repressão na época. Nos dois pavimentos superiores tem um acervo de obras de arte contemporânea bem interessantes.

Terminado o passeio, segui com a Kari para a Estação da Luz. Eu peguei o metrô de volta para o hotel e ela para a casa dela. Chegando no hotel, fui presenteada pela luz linda do fim da tarde e aproveitei para fazer uns autorretratos e registrar o pôr-dos-sol.

Obrigada garotas pelo dia incrível. Amei de verdade conhecer vocês pessoalmente! Até breve! <3

Viagem

São Paulo – dia 02

19/06/2017

Segundo dia em sampa, o tempo amanheceu meio nublado e mais friozinho. Nosso programação começou indo conhecer o Beco do Batman.

De lá caminhamos um pouco e encontramos a escadaria do Patápio (Vila Madalena) e aproveitamos pra fazer fotos turísticas! kkkk

Partimos então para o Mercado Municipal (ainda não conhecia também). Não comi o sanduíche de mortadela, porque achei monstruoso de grande e eu nem sou super fã de mortadela. Provamos um pastel que estava bem delícia, e depois fui fazer fotos do mercado. Adoro mercados. As luzes deles são maravilhosas!

Do mercado, seguimos caminho para o Ibirapuera. Minha intenção era visitar a Oca e o MAM, mas os dois estavam fechados. Só a lojinha do MAM estava funcionando =/  Aí fiquei só nas fotos deles e do auditório.

O Museu Afro estava aberto e com uma exposição fotográfica maravilhosa!! A exposição permanente do acervo do museu é bem interessante também.

No caminho de volta para o hotel, descemos na Oscar Freire e aproveitei para parar na Benedito Brigadeiro (que tínhamos passado de manhã no dia anterior e achei super fofa e quis provar os brigadeiros). Pedimos um morango recheado e um bolo de pote de cenoura com brigadeiro belga (se não me engano). Minha gente, que negócio maravilhoso!!

E no caminho de volta pro hotel encontrei essa fachada lindinha. E chegando ao nosso quarto, um pôr-do-sol bem lindo pra terminar o dia! <3

Decor, Arquitetura e Design, Viagem

São Paulo – dia 01

18/06/2017

No início de Maio, xuxu teve um treinamento em São Paulo e eu aproveitei para acompanhá-lo e poder visitar melhor alguns locais da cidade que não conhecia ainda.

Ficamos hospedados no Mercure da Capote Valente e começamos o dia indo até a Oscar Freire que é bem pertinho do hotel. Essas duas pinturas grandes ficam na frente da Iódice da Oscar Freire. De lá seguimos andando pela Rua da Consolação para irmos até uma loja de Comics que xuxu queria conhecer. Na verdade foram duas lojas: a Limited Edition e a Toy Show.

Almoçamos no Pateo, que fica na rua Pamplona (mesma rua da Toy Show), comida super gostosa e bem servida.

  Seguimos caminhando até a Avenida Paulista em direção ao Masp, mas como estava bem tumultuada a entrada com um evento infantil no auditório e a concentração do pessoal para a Marcha da Maconha, resolvi deixar pra ver o Masp um outro dia e fomos andando até a Japan House que estava inaugurando nesse mesmo dia.

 

Chegamos e pegamos uma ” pequena” fila de 1 hora de duração mais ou menos. O museu é super bonito, a arquitetura lindona é autoria de Kengo Kuma, em parceria com o escritório paulistano FGMF Arquitetos. A exposição em cartaz, até 9 de Julho,  Bambu – Histórias de um Japão  revela uma cronologia visual de mais de 150 anos de arte em bambu. O papel Washi é utilizado no interior como divisória dos espaços, teto e paredes. É um ambiente super sensorial, composto pelo térreo e mais 2 pavimentos, uma loja, jardim de inverno, restaurante e café. Também tem uma área no interior, um espaço redondo, circulado por uma parede bambu, onde estava sendo exibida uma edição compacta de seis minutos da animação “O Conto da Princesa Kaguya”, onde a tela no teto convida o espectador a deitar-se nos tatames e apreciar essa arte japonesa. (Ficamos mais quase 1 hora na fila para assistir essa animação. Nessa área é preciso retirar os sapatos para entrar. Eu adorei os pedaços da animação. Achei tão lindo, que quando percebi, as lágrimas já estavam escorrendo do meu olho *.* )

  

Me encantei com a instalação do segundo pavimento:

A ideia de conexão é invocada por Chikuunsai IV Tanabe na instalação, que comunica o piso e o teto da sala entrelaçando 5 mil tiras de bambu sem nenhuma estrutura complementar ou cola. Isso é possível pela escolha do ponto favo de mel na base, cujo uso tem mais de 8 mil anos no Japão. No delicado trabalho, cada tira remete a uma vida que, ao cruzar-se com outras, cria formas surpreendentes. Por mais diversas que sejam as pessoas – como nos contrastes entre a cultura brasileira e japonesa –, os encontros são capazes de gerar e circular energia.

                                   

Quem já foi na Japan House, e o que achou?!